Carta aos meus filhos #44

A mãe hoje está acabada de saudades e de arrependimento.

Fiz as escolhas erradas.

Não nos víamos há três meses. Desci a rampa das chegadas com a mala e o coração na boca. Bum, bum, bum.
E sei que o coração dele estava igual. Sorriu-me e, só esse sorriso, sabia a “bem-vinda a casa, Célia”. Abraçava-me durante tanto tempo que eu sufocava, e só quando nos separávamos é que me dava, finalmente, o beijo pelo qual eu tinha esperado tantos meses.

Onde quer que ele estivesse, sabia a casa. A mãe foi burra por não ter entendido isso antes.
Deveria ter entendido que, a cada vez que ele me recebia de braços abertos, eu estava a chegar a casa e à única pessoa que faria tudo para nunca me ver magoada e para nunca sair do meu lado, durante os cinco minutos de que dispunhamos.

A mãe tem um dedo podre para tomar decisões.

I miss you like hell, D.
Come back, come back to me.

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